Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
A crise dos combustiveis e a vantagem de viver perto do trabalho!!!
Pelo que tenho visto e ouvido, a crise dos combustivies (e nao so) veio para ficar, pelo que a unica opcao que nos resta e adaptarmo-nos.
Na medida do possivel ja a tempos que me adaptei, tomando a resolucao de residir junto do meu posto de trabalho, lutando ate contra vontades familiares, para me mudar para mais longe, noutros tempos de menor crise!
Tenho constactado que no meu municipio "D'Algodres", uma grande maioria dos trabalhadores, municipais, bancarios, professores e outros profissionais, so tem o seu emprego na minha terra, pois as suas residencias, sao na sua maioria nas cidades de Viseu e da Guarda!
Bem sei que nas cidades existe muito mais vida nocturna, social e ate comercial, que existem mais opcoes educacionais, etc, etc!
Mas se todos quantos trabalham no nosso concelho ca tivessem a sua residencia, provavelmente voltariam a ser rentaveis as seccoes de cinema, que foram iniciadas aquando da inauguracao do "cine auditorio". Haveria oportunidade para mais actividade teatral, haveria clientela para um novo supermercado moderno, haveriam mais oportunidades para mais oferta de restauracao, ja haveria possibilidade para a realizacao de mercado diario, com frutas frescas, legumes e peixe!
Talvez quem saiba esta crise de combustiveis, ate seja boa para fazer reflectir muita gente e para os fazer tomar a decisao certa; residirem junto dos postos de trabalho!
A carteira no final do mes teria decerto mais uns euritos, que nestes tempos de crise fazem sempre bastante falta!
Pensem e reflitam nisto!
publicado por dalgodres às 03:48
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16 comentários:
De JPCLEMENTE a 11 de Junho de 2008 às 05:49
Caro Al. Cardoso:
Infelizmente, tem toda a razão. Eu sou daqueles que tenho de fazer 100 Km diários desde a minha residência actual até ao meu posto de trabalho. Como eu sei o que é deixar uma dezenas de euros na estrada!
Um abraço amigo
De Amaral a 11 de Junho de 2008 às 06:26
Al Cardoso
Faço minhas as palavras do João paulo. Como professor não me posso dar a esse "luxo".
Infelizmente.
Boa semana
Abraço
De Hugo Jorge a 11 de Junho de 2008 às 09:50
O Presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis recomenda a compra de uma bicicleta.

http://diario.iol.pt/economia/combustiveis-filas-portugal-postos-anarec/961393-4\
058.html

Saiba como utilizar a bicicleta na cidade:

http://bicicletanacidade.blogspot.com/

http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/
De Klatuu o embuçado a 11 de Junho de 2008 às 14:44
Amigo, acabei de te enviar um e-mail.

Abraço!
De Magno a 12 de Junho de 2008 às 04:42
A meu ver, trabalhar perto de casa seria um bom motivo para as pessoas deixarem o carro à porta de casa.
Poupa - se o ambiente, a carteira, e exercita - se o corpo.
No caso da Vila de Fornos de Algodres, o eixo da Nacional 16, é aquele que absorve maior mão de obra, onde se encontra o comércio e os serviços.
Outra sugestão, seria criar uma ciclovia na estrada municipal, que ligasse Algodres à Fraga da Pena!!
Com miradouros, bebedores, e placas turiscas a indicar onde se situam alguns aspectos do roteiro aqueológico.
Quanto à crise dos combustíveis, já aqui afirmei, Fornos pode em muitos exemplos produzir energia: Energia éolica, biomassa.
Abraço,
Magno.
De su a 12 de Junho de 2008 às 07:42
Trabalho perto de casa...quer dizer, a uns vinte minutos mas até vou de autocarro...infelizmente na minha profissão não dá para escolher uma escola perto de casa (e até tenho aqui uma...mas é assim). Partilho, no entanto, a 100% desta perspectiva aqui apresentada!
De Fernando C. a 13 de Junho de 2008 às 06:59
Mais uma vez saímos penalizados em relação ao litoral! Mesmo quem queira deixar de utilizar o automóvel,a única alternativa é mesmo a bicicleta , pois transportes publicos nem vê-los!
Nota: Já se encontra on-line o novo site da freguesia de Infias, façam-nos uma visita!
www.freguesiadeinfias.com
Abraço
De ANTONIO DELGADO a 13 de Junho de 2008 às 13:44
Ola amigo Al-Cardoso faz bastante tempo que nao passo por este blog de referencia na defesa de uma terra do interior e seus interesses. Estou plenamente de acordo consigo nas ideis que podem levar a fixar pessoas num determinado espaço, neste caso Algodres. Infelizmente nao tem sido o caminho que aponta a vontade dos nossos politicos. Eles deveriam de criar espaçoes humanos onde as pessoas tenham essas condiçoes que aponta para se fixarem sobretudo em pequenos e medios meios urbanos, na escala humana de Portugal. As pessoas nao podem ter só a vontade, os poderes publicos devem de proporcionar condiçoes para que as vontades se possam desenvolver. Talvez deste modo se conseguisse uma sociedade mais sustentada e mais planificada com as devidas compensaçoes para todos, quer a nivel economico, social, cultural e sobretudo emocional...suponho que a nossa sociedade, a portuguesa em geral, e a algodrense em particular seriam muito mais felizes. No meu caso tenho de fazer um longo percurso para exercer a minha profissao.

Um abraço
António
De Jofre Alves a 14 de Junho de 2008 às 07:05
A nossa economia recente foi edificada no consumo e no consumismo. Não tem bases sólidas, não tem aparelho produtivo, não tem indústria digna desse nome, não tem uma agricultura moderna, enferma de todo. Assim, não é possível resistir à crise do dólar, crise do petróleo, e à crise dos cereais que ainda cá não chegou, mas vai chegar em cheio. Temos muitos pés de barros e vivemos acima das nossas possibilidades... Vêm aí tempos negros e de vacas magras... Boa semana com tudo de bom.
De A. João Soares a 16 de Junho de 2008 às 13:32
Um óptimo tema completado por bons comentários. Qualquer crise dá oportunidade para alterar rotinas menos lógicas. Acrescento que na falta de transportes públicos as pessoas que fazem trajectos semelhantes se aliem na partilha dos carros. Em vez de 20 carros com uma pessoa cada, bastavam 4 carros com lotação completa. Depois combinavam ou a alternância ou a cotização das despesas.
Outra ideia que poderá sair desta crise será, para muitas actividades, o trabalho em casa, pela Internet. Há muito trabalho de secretaria que pode ser feito em casa. Recebe-se a ordem por e-mail, faz-se o parecer ou a correspondência que se envia ao chefe que manda imprimi, assina e manda para o correio...
Temos que pôr o criatividade a funcionar.
Abraços
A. João Soares (http://domirante.blogspot.com/)

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