Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
Hospitais de Rectaguarda ou Servicos Continuados!
Como ja vai sendo normal para os portugueses a viver no estrangeiro, tambem esta semana, so tivemos direito a assitir ao programa "Pros e Contras", com tres dias de atrazo!
Podia tecer varias consideracoes ao que ali foi dito e, podia (ou ate devia) dizer aquilo que todos sabemos; que o senhor ministro da saude, (que infelizmente ate e da Beira mais alta) e autista prepotente, cinico e revela poucas qualidades apreciadas pelos portugueses, o que faz dele o mais impopular ministro deste (des) governo, que nos caiu na rifa!
Mas nao, o que me chamou mais a atencao, foi o facto por todos sabido e pelo ministro lembrado, de que Portugal necessita de muitos mais hospitais de cuidados paliativos, ou servicos continuados; os tais "Hospitais de Retaguarda!
Ora isto levou-me a recordar noticias que tem saido ultimamente, nos varios orgaos de comunicacao, de que por exemplo; Gouveia e Trancoso, dois municipios nossos vizinhos, vao fazer obras nos seus antigos hospitais pretenca das respectivas Misericordias, para se condidatarem a ser uns desses hospitais.
Agora a minha pergunta e esta, (que me desculpem os anonimos e outros que tais) entao e o Hospital da Misericordia de Fornos de Algodres, que ate ja tem as obras terminadas, nao poderia ja estar a funcionar, para colmatar algumas das tao necessarias camas?!
Nao sei se a culpa e do ministro, da Misericordia, ou da Camara e, tambem nao estou aqui a acusar ninguem, mas e triste, (ai que palavra meu D*us) depois de tantas promessas e depois das obras feitas, continuar sem prestimo, e triste e lamentavel!
publicado por dalgodres às 02:21
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15 comentários:
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2008 às 04:19
Ao cuidado de quem saiba ou queira esclarecer:

Promessas:
(Alguém pelos vistos prometeu algo)
1º Quem prometeu?
2º O que prometeu?

Hospital da Misericórdia:
(Obras terminadas)
1º Estão realmente as obras terminadas?
2º A estrutura já está equipada com meios técnicos e humanos para receber utentes?

Candidaturas:
(Os outros concelhos vizinhos vão fazer obras nos hospitais das misericóridas locais, para se candidatarem a "Hospitais de Retaguarda")
1º É necessária candidatura?
2º Há prazos para entrega destas candidaturas?
3º Podem ser realizadas enquanto o ministério da saúde procede à reestruturação do Serviço Nacional de Saúde?

Outras questões:
1º Alguém conhece algum estudo que indique que o nosso munícipio "peca" por excesso ou por defeito, no que aos cuidados de saúde diz respeito?
2º No caso de abrir ao serviço da população, alguém conhece as valências que o Hostpital da Misericórdia de Fornos terá?
3º Que serviços prestará este hospital ás populações?
4º Os serviços prestados serão custeados por quem?

Cump's

O anónimo
De al cardoso a 11 de Janeiro de 2008 às 04:52
Caro anonimo:
Tambem eu gostava de saber essas respostas, talvez este "post" seja o meio de as sabermos, ou sera que esta e, continua tudo a ficar no segredo dos deuses!!!

Bem haja pelo comentario, mas gostava de algo mais optimista e menos conformista!

Um abraco d'algodrense.
De TSFM a 11 de Janeiro de 2008 às 17:42
Al, além de optimista eu preferia que a palavra fosse "inconformista".
Abraços
De JPCLEMENTE a 11 de Janeiro de 2008 às 18:34
Caro Al. Cardoso:
Não posso fazer grandes comentários já que não estou dentro do assunto que apresenta. Agora, concordo consigo no conformismo dos nossos políticos.
Se nós não formos à luta em busca de meios para colocar a funcionar as instituições, quem sofre são os nossos conterrâneos, pois o poder central olha só para os meios que lhes tragam votos nas eleições.Parece que temos medo de falar e exigir aquilo a que temos direito!
Já agora,não seria útil adquirir uma "carrinha hospital"que, como os meios técnicos e humanos adequados, fossem frequentemente às freguesias ver como está a saúde dos nossos idosos? De certeza que se sentiriam mais seguros, sem ser necessário vir ao Centro de Saúde com tanta frequência.
Uma abraço e um óptimo fim de semana
De Mário Relvas a 11 de Janeiro de 2008 às 21:02
O ministro pecou pelo excesso de arrogância e falta de comunicação.

Aliás, um dos males do governo foi esse. Sabemos que são precisas reformas.Isto está PODRE, mas é preciso explicá-las e não dar a sensação que se fecha esta unidade hospitalar, aquela ou todas e coisa nenhuma.

É preciso gerir, sem aproveitamento partidário, mas é preciso explicar ao povinho qual o caminho.

Tal como a OTA -não sei, porque não tenho dados técnicos suficientes para afirmar qual o melhor local para o NAL -novo aeroporto de Lisboa, mas,não compreendo que um governo defenda tanto a OTA e mude...

Como também não compreendo que não se fale sobre o Tratado de Lisboa, se explique afinal o que é à população profunda e se queira referendar ou não?

A comunicação e orientação são valores imprescindíveis para a governação de um país. Os cidadãos merecem debates de esclarecimento.

O engraçado é que existem muitos políticos que nem leram o Tratado de Lisboa...a maioria nem o vai ler, mas falam e gritam porque o superior hierárquico esbraceja...

Estou saturado desta democracia em que os anteriores são sempre os culpados.

Imaginem que para alguns o culpado desta situação actual do país que decorre de há 32 anos para cá, ainda é de Salazar!...

Será porque é de Santa Comba??

Já agora sabe dizer-me se encerram o Hospital de Celorico?

Abraço
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2008 às 21:06
Viva,
Assisti nos últimos dias a diversas manifestações (Anadia, Vouzela, Oliveira de Frades e São Pedro do Sul), devido ao encerramento de diversos serviços de saúde. Vi presidentes, ví cantores, vi populações revoltados e inconformados contra esses encerramentos. O que é certo é que fecharam, e o que se pode fazer. Nada!!!!!
Não podemos falar de conformismo dos nossos políticos. Quem viu Fornos à 20 anos atrás, e vê agora, decerto reconhecerá que muito foi feito. Portanto essa de conformismo, e de que á medo de falar e exigir, parece-me uma falsa questão.
Um Concelho com fracos recursos e numa grave situação financeira, não me parece que esteja em condições de pedir verbas por tudo e por nada.
Aliás a nível nacional nem sei se nos deveríamos queixar assim tanto. Isto não deve ser lido desta forma, mas apenas como exemplo, se compararmos os valores atribuídos ao Município e aquilo que o estado ganha em receitas de impostos no nosso concelho, verificamos que recebemos mais do que contribuímos, e a diferença até é bem razoável. Isto para não falar de outras questões como saneamentos, água canalizada, luz, etc, que infelizmente muitas populações por esse Portugal fora ainda não têm. Infelizmente, penso que estamos todos de acordo de que somos considerados um país do 1º mundo, mas com muitos traços que mais têm a ver com os do 3º.
Não esquecer que estamos num concelho com pouca indústria, o turísmo é praticamente zero, e o comércio resume-se a umas quantas pequenas lojas. Aliás quanto a mim o grande motor de desenvolvimento de Fornos acaba por ser a Câmara. Como esta não anda bem, "apanhamos todos" por tabela.
Não estou de acordo com a opinião de que os políticos locais estão conformados, tenho é a ideia de que com as dificuldades impostas por este governo pouco, mais podem fazer, pelo menos por agora. No entanto se me disserem que em algumas áreas, foram seguidos caminhos errados, e que o Município parece não ter bem definida uma estratégia para o futuro, aí tenho de concordar.

Quanto à questão do Hospital da Misericórdia, se de facto a requalificação está feita, se o mesmo está pronto a funcionar, e se for vantajoso tanto para os residentes como para populações dos Concelhos vizinhos, à que pelo menos tentar trazer este serviço para Fornos. Disso penso que ninguém tem dúvidas.

Caro "Al Cardoso", refere-se ao segredo dos deuses. Existe aquela expressão, que certamente conhece - o segredo é a alma do negócio. Talvez estejamos numa situação dessas!!!!

Já que falamos de saúde, gostaria de saber do blogger jpclemente, da ambulância que foi doada à sua terra, e que na altura (penso que à 3 anos), foi tão orgulhosamente difundida e falada pelos "grandes políticos", da sua bela aldeia? Alguma vez a viu? Por onde anda? Já transportou algum doente? Está de servir de galinheiro em alguma quinta? Ou ter-se-à transformado numa "ambulância fantasma"? Aqui tem um bom tema para o seu Blog (coloque foto da ambulância), o qual tenho visitado, mas infelizmente não comento, pois não estou autorizado. :-)

Cump's

O anómino
De al cardoso a 12 de Janeiro de 2008 às 11:24
Caro Anonimo:

Provavelmente se arranja-se um nome, mesmo que ficticio, seria mais facil, gosto muito mais de me referir a pessoas!

Quando me refiro a conformismo e falta de optimismo, nao me refiro aos nossos politicos. Eu sou o primeiro a afirmar alto e bom som, que muito tem feito, com o pouco dinheiro que tem!

Refiro-me muito mais aos privados e ao resto da populacao, que por terem ja mais coisas, do que tinhamos ha dez anos atraz, parecem satisfeitas! A diferenca acontece quando desejamos mais e, como diz o poeta, "a sonhar e o mundo avanca"!

Tanto quanto sei o antigo Hospital e pertenca da Misericordia, portanto o que e que os politicos locais tem que ver com isso?
A eles os politicos compete-lhe facilitar as condicoes e, exigir ao senhor ministro da saude que em contrapartida por terem encerrado o SAP, e de acordo com o que ele apregoa, que de condicoes a Misericordia, para que ponha o Hospital a funcionar ja que as obras estao feitas, pois e vantajoso para Fornos e para os concelhos vizinhos, enquanto cria mais postos de trabalho no nosso municipio!

Um abraco d'algodrense.
De JPCLEMENTE a 12 de Janeiro de 2008 às 18:42
Caro Anónimo:
Antes de mais agradeço-lhe o facto de me informar que não consegue comentar no meu blog. Os meus conhecimentos informáticos são reduzidos e presumo ter accionado o não comentário a anónimos.Foi sem qualquer intenção, como comprova o facto do(a) senhor(a) já ter comentado no meu Blog. Quando desejar, pode continuar comentar os meus humildes artigos que visam exprimir o meu sentir acerca da terra que me viu nascer. Podemos andar por muitos lados mas a nossa terra está sempre no coração! Daí eu considerar que quem nasceu nessas terras sente-as com o coração e não como estratégia política.
Não tenho qualquer dúvida que a mudança de caras no poder autárquico seria uma mais valia para a democracia do concelho, independentemente daquilo que deram ao concelho.Infelizmente, a política é viciante e muitas vezes, apesar de não haver novas ideias, o poder fala mais alto.Já são muitos anos sempre as mesmas pessoas e o mesmo sistema!Há que mudar mentalidades e, na minha opinião, os políticos locais deveriam ter uma papel pedagógico de dar a possibilidade à sociedade civil de tomar conta das instituições. Todavia, fico com a impressão que continuam a querer controlá-las politicamente.Eu próprio já vivi essa experiência.
Quanto à ambulância de Figueiró, também eu gostaria de saber o que é feito da mesma! Há que perguntar aos políticos locais que nos têm governado porque razão a mesma não está ao serviço. Penso que houve uma tentativa de aproveitamento político desta questão por parte dos políticos locais. Pode ser que um dia destes comece a funcionar!...
Um abraço
JPC
De as-nunes a 12 de Janeiro de 2008 às 19:20
Vivam todos! (Saudação)
Que a coisa está a ficar negra para a saúde pública. Diz que há que racionalizar os meios disponíveis. Então racionalize-se dando-lhes a devida utilidade. Deixemo-nos de tentar incutir o raciocínio economicista nos cuidados de saúde a prestar aos portugueses. Que afinal até os pagam com taxas moderadoras indevidas. Para que servem os impostos? Temos que nos habituar à ideia que a Justiça Social ou Solidariedade são expressões vãs? Mesmo para um país que tem escrito na Constituição que deverá caminhar rumo ao socialismo? Pois, interpretações a bel prazer de quem manda?
Quem manda pode? Até quando?
-
Parece que o AL levantou aqui uma questão candente e que está a proporcionar um debate...digamos que quase perfeito, não fosse haver quem escreve coisas que depois diz não ter autorização para dizer. Pensando bem, que disse?!
Um BOM 2008, vamos todos esforçarmo-nos para isso.
Ah...só mais uma coisa. O Orçamento do Estado abrange todo o território nacional. Portanto as receitas e as despesas referem-se a todos os locais do país independentemente de proporcionarem mais ou menos receita para os cofres públicos (???).
Um abraço
António
De Anónimo a 13 de Janeiro de 2008 às 19:21
Concordo com a ideia de que a nossa população é conformista, julgo até que é um sentimento nacional. Geralmente as pessoas só se manifestam quando perdem regalias, e raramente o fazem para melhorar as que já têm. Esta é certamente umas das causas para o facto de qualquer governo, que assume o poder neste País, "riscar" como bem quer e lhe apetece.

Caro blogger jpclemente, terei todo o gosto em comentar as suas opiniões. Modestas ou não, serão certamente válidas para proporcionar a discussão e a troca de ideias, mesmo para aqueles que poderão não concordar com as mesmas.
Quanto à ambulância, como refere a tal viatura só foi importante para benifício político de alguém. É uma pena!!!! Aqui está uma questão onde a população parece ter-se "conformado" com a ideia, e nunca ter pedido responsabilidades a quem de direito.

Falando de orçamentos de estado, realmente existe um para todo o país, o qual abrange as receitas e as despesas globais do país. Eu refiro no comentário que não é assim que se avaliam as receitas de uma região ou aquilo que ela tem a receber. Agora, se Fornos de Algodres obtivesse uma receita fiscal bastante superior ao valor que teria a receber do orçamento de estado, não estaria na posição de reivindicar mais dinheiro ao governo central?
Finalizo referindo que um "blog", prevê que os anónímos possam ser autorizados a participar ou não. Em alguns essa participação não está autorizada pelo seu moderador. E quem não entendeu isto à primeira, leia 2, 3, 4,....., 20 vezes se for necessário, até enteder o que eu estou a comentar.

Cump's

O anónimo

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